sábado, 26 de fevereiro de 2011

eu tinha a guerra, mas tinha o escudo.


          O convite estava em minhas mãos, sim, representaria a pátria feminina no exército. A minha resposta estava certa, as malas estavam prontas, em frente a porta. Prestes a serem conduzidas ao aeroporto. Meu coração apertava, e apertou ainda mais quando olhei pra pequena brinquedoteca, que havia ao lado esquerdo da sala de minha casa. Lá estava ela, minha princesa Anny, uma boneca linda de 3 anos de idade. O motivo que poderia me fazer recusar esse convite único, só poderia ser ela. Porém, eu o aceitei, seria muito importante pra mim.
            Anny e Tom , os meus grandes amores me levariam ao aeroporto. Peguei a pequena no colo, e tom saiu carregando minhas malas. Segui, e a cada minuto estava ainda mais longe de minha casa - pra uma viagem, longa, talvez até mais longa que tudo.
               Chegamos ao aeroporto 1 hora antes do voo partir, e foi ali que eu aproveitei os ultimos momentos ao lado de minha princesa, tentava guardar todas as suas risadas, as suas palavras mal faladas, os seus pequenos passos com tombos, tudo. Assim como de Tom eu guardava todas as frases de carinho, os abraços, os beijos. Também as diversas vezes que ele me olhava e falava: seja guerreira, lute de verdade. Não se esqueça que estaremos aqui te esperando, anciosamente. A hora se aproximava, meu coração ia se apertando, e eu sentia que as lágrimas vinham junto com cada minuto que se passava. Até que o microfone alertou: Passageiros do voo , 152 - digiram-se a area de embarque.
          Meu coração desparou, estava na hora da despedida. Teria minha filha longe de mim, mas também daria a ela, um motivo pra senti orgulho da mãe que tem. Foi então que me abaixei e fiquei observando seus pequenos passos vindo ao meu encontro, então abraçei-a forte. Lágrimas cairam, e eu abraçava cada vez mais forte, sentindo seus cabelinhos lisos. Ela não sorria e nem chorava, apenas me olhava - com um olhinho de mamãe, fica. E eu respondia com um olhar que ela entendia: estou indo filha, mais eu volto. E como uma guerreira, você se orgulhará de mim. Lutarei por você, porque eu há amo. Escudo, porto seguro. E então, eu parti - sem olhar pra trás, pois não suportaria vê-los me olhando ir. Parti certa de que aquela viajem, mudaria minha vida. Aliás, foi o que aconteceu.

4 comentários:

  1. Nossa,chorei só quando vi a imagem,quando li então..."cabou-se". Grande guerreira!!!!!!!!

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  2. Estamos sempre em guerra, a lutar pelos nossos sonhos e de nossos semelhantes. É sempre bom ter um escudo, um alguém em quem pensar nos momentos de aflição e indecisão. em suma ter alguém por quem lutar.

    Abraços

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  3. Saudade de vim aqui, seu blog é muito lindo, e sei que é tudo feito com amor!
    E esse texto é lindo, o amor de mãe é perfeito♥!
    beijo

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  4. parabens pela colocação
    te sigo

    http://rgqueen.blogspot.com/

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foram por amor